Não sabia o que escrever inicialmente no blog, na verdade eu nem sei bem porque o intitulei de "Enquanto eu dormia" no pretérito. Às vezes tenho a sensação de que todos nós estamos dormindo (sentidos adormecidos).
Por mais que eu me esforce para me manter desperta, às vezes - na maioria das vezes - me pego cochilando, sem entender o que se passa à minha volta. Quantas coisas ainda passam batidas! Simplesmente passam, sem sentido algum.
Na falta desse sentido e de outros significados tudo se perde, são as horas que penso em sumir da face da terra, fico triste, choro, desespero, desanimo, temo. E até que eu oriente meu sentido para alguma direção tudo parece ser e estar estranho, desconfortável.
O mundo, lugar que materializo todas as minhas experiências é nada mais nada menos que uma representação do meu mundo interno. Esse mundo interno foi sendo construído ao longo de toda a minha existência com auxílio de todas as pessoas com as quais tive contato, com todas as experiências que vivenciei sejam elas positivas ou negativas, às minhas crenças e antipatias e ele será responsável pela construção da minha concepção de mundo real.
A partir do que trago dentro de mim - meu mundo interno - procuro viver no mundo real, assim vou atribuindo sentidos e vivendo. Sem sentido estou morta ou dormindo, sem saber ao certo o que me impulsiona a sempre continuar e enxergar as coisas sob vários prismas.
A verdade é que, sempre existe algo que nos faz despertar para a vida, assim, toda a estranheza do mundo some. Para isso basta mantermos ou tentarmos manter nossos sentidos acordados significando cada mínima coisa da vida.