Estava novamente naquele casarão, mas ele já não tinha a mesma energia da casa em que passei a minha infância. Tinha tido um dia de trabalho muito intenso e não conseguia parar de pensar, fora isso pensei também no meu namorado que não estava comigo ali, mas que poderia voltar para casa a hora que quisesse, pois morava na mesma cidade que sua família e eu não. Rememorei minuciosamente a ligação que ele recebeu em seu celular horas mais cedo em que ela perguntava em tom bravo que horas voltaria para casa e ele falando que se atrasaria um pouco, pois estava atolado no trabalho. Por minha experiência com sogras tive medo que ela ouvisse a minha voz e pensasse que o motivo do atraso era eu, então fiz força para que minhas palavras saíssem o mais baixo possível.
Passei pela cozinha a fim de comer algo e pensei é e agora quem fará as compras? Me sentia tão sozinha, tão desamparada que isso começou a me assustar. Tudo parecia muito desconfortável, o quarto tinha cheiro de mofo, os lençóis estavam empoeirados. Deitei na cama para descansar, mas o estrado machucava as minhas costelas, liguei para minha mãe, para falar que eu traria o meu colchão, aquele estava muito gasto pelo tempo e já não traria conforto algum, mas no fundo acho que eu só queria ouvir a voz dela me dizendo que tudo ficaria bem.
Meu tio que morava na casa dos fundos sempre trancava as portas da casa todas as noites, naquele dia eu senti que ele poderia ter esquecido e com receio que a casa fosse assaltada comigo lá dentro fui averiguar, cambaleando pela escuridão finalmente cheguei a sala, apalpei a maçaneta que era bem leve e de um aço que apesar de velho continuava o mesmo de tempos idos, percebi que realmente estava destrancada.
Ao voltar para o quarto passei pelo quarto que era do meu avô, e me causou arrepio na espinha ver que ali em sua cama tinha uma senhora que costurava com um semblante muito sério, cheguei vagarosamente a sua frente e dei um sorriso, ao que ela respondeu com outro sorriso, aí tive certeza que era uma pessoa que não iria me fazer mal algum.
Qual seu nome? Perguntei. Ao que ela respondeu Edith e o que você está fazendo? Ela disse que estava lendo. Eu vi que ela costurava mas ela me disse que estava lendo.
Ela me perguntou porque eu estava tão assustada, e eu respondi que eu estava me sentindo muito sozinha, olhei de relance para o imenso corredor que dava acesso a todos os quartos e falei, vocês estão em toda parte e eu não consigo enxergá-los, por que eu me sinto tão sozinha?. Ela me perguntou se eu não queria ler aquele livro e esticou o braço para que eu pegasse, mas como ela era um espírito percebi a minha incapacidade de pegar seu livro e com vergonha fingi peguei como se faz quando brinca de faz de contas com uma criança.
Por: Enquanto eu dormia
domingo, 29 de maio de 2011
estar só sem estar só
domingo, 7 de março de 2010
Entre o ser e o nada
Entre o ser e o nada, sou alguém que luta, grita, dança, chora, sorri, sofre, vai e volta constantemente. Sou assim, contraditório, talvez por não ter me encontrado como pessoa, contudo, confesso que busco deparar comigo mesmo invariavelmente.
Vivo no tempo, claro, não poderia ser diferente, mas não gosto de contar minutos e segundos, por isso, às vezes faço com que o tempo não exista para mim, mas ele sempre vem e me prova que não há como existir dessa forma, é uma pitada de razão para a parte de mim que às vezes é só emoção, gosto quando Fernando Pessoa nos diz que:
“[...]E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.”
É isso, um coração que vai entretendo a razão e que, por isso, vez por outra se depara com a realidade amarga. Acho que vai sendo sempre assim, nem razão, nem emoção, mas o que sobra da eclosão de ambas, às vezes é doce, às vezes sério, outras frívolo, amargo, mas o embate é um fato da vida, a única saída é mudarmos a forma de encará-lo, não há outra.
Pelo menos fomos condenados a ser livres, dura condenação, mas também bela, necessária e em boa hora. Doce herança do iluminismo.
Estou com Eduardo Gianetti, filósofo paulista, quando diz que o projeto iluminista falhou quanto à felicidade humana, porque não se completou, ou melhor, não teve braços fortes para segurar o drama da existência, embora tenha prometido.
Até mesmo o Iluminismo falhou, nós falhamos.
Precisamos trocar velhas roupas, mudar hábitos, representar é a forma de que temos para suprimir a tristeza do eu.
O espelho
Para sentirmos bem, é preciso atualizarmos a mente, os pensamentos, os valores e a forma de encaramos os desafios. É mais fácil revoltarmos contra os outros, do que olharmos para dentro!
Paramos? Retrocedemos? Deixamos de lutar... inseguranças cristalizadas... sonhos abandonados... princípios corrompidos... Resultados frustrados!
É hora de trocarmos as roupas, arrancarmos as máscaras e o mais difícil: Encaramos nós mesmos, no espelho da nossa vida! Olho por olho! Sonho por sonho! VOCÊ por VOCÊ!
Antes de se entregar à derrota, levante a cabeça, se dê a oportunidade, vá à luta e coragem para enfrentar o desconhecido, com o pensamento: EU QUERO, PORTANTO EU FAÇO! E VOCÊ?
Bento Augusto
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Tudo depende de mim
TUDO DEPENDE DE MIM
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer, antes que o relógio marque meia-noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer as águas por levarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir em encorajado para administrar as minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter um trabalho.
Posso sentir tédio das tarefas de casa ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com os amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
E... Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma a este dia.
TUDO DEPENDE DE MIM”
(Charles Chaplin)
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Enigma - Return to Innocence
Retorno à inocência
Amor - devoção
Sentimento - emoção
Não tenha medo por ser fraco
Não tenha tanto orgulho por ser forte
Apenas olhe dentro de seu coração, meu amigo.
Esse será o retorno a você mesmo.
O retorno à inocência
Se você quer, então comece a rir
Se você deve, então comece a chorar
Seja você mesmo, não se esconda
Apenas acredite no destino
Não se importe com o que os outros dizem
Apenas siga seu próprio caminho
Não desista e use a chance
Para retornar à inocência
Esse não é o começo do fim
Esse é o retorno a você mesmo
O retorno à inocência
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Limbo no more
Não Mais Essa Prisão
Minha casa, meu papel na vida
Meus amigos, meu homem
Minha devoção a Deus
E todo o resto mostra-se indefinido
Nada tem sido claro
Nada tem sido absorvido
Nada soa verdadeiro
feet in Eu nunca estive plenamente envolvida
Nada tem me pertencido
Nada tem sido positivo
Nenhum lugar tem sido minha casa
E eu estou pronta para não estar mais nessa prisão
Meu gosto, meus companheiros de trabalho
Minha identidade,
minha incorporação
Todo o resto mostra-se indefinido
Nada tem sido claro
Nada tem sido absorvido
Nada soa verdadeiro
feet in E eu nunca estive plenamente envolvida
Nada tem me pertencido
Nada tem sido positivo
Nenhum lugar tem sido minha casa
E eu estou pronta para não estar mais nessa prisão
Eu sento perto dos meus porta-retratos
E meus livros e meus cachorros sobre meus pés
Meus amigos do meu lado
E meu passado num todo
Joguei fora a maioria das minhas coisas
Apenas mantive o que eu preciso aperfeiçoar
Algo consistente
e notável: eu
Tatuagem na minha pele
Meu professor está no coração
Minha casa é um lar
Algo da qual eu posso sentir no mínimo uma parte
Sentido de mim mesma
Meu propósito é claro
Meus pés no chão
Algo da qual eu posso sentir no mínimo uma parte
Algo exato
Para finalmente confiar
Algum lugar a que eu pertença
Porque eu estou pronta para não mais estar nessa prisão
Minha sabedoria aplicada
Um alicerce seguro
Um voto em mim mesma
Porque eu estou pronta para não mais estar nessa prisão
Alanis
domingo, 17 de janeiro de 2010
O Segredo da Vida
Busquei em um lugar distante descobrir o segredo da vida, voltei de la com a formula e vi que ela não serviria mais como o antidoto secreto, que os caminhos agora eram outros, amigos vem e vai num ritmo constante fica o eterno carinho e o aprendizado deixado ali daquela relação fraterna, ninguem e nada sozinho , você pode ser tudo quando se tem amigos e uma família te amparando e te ajudando dê valor a quem está do seu lado e te ama, e você descobrirá que o amor está nas coisas mais simples o as fotos pregadas na parede, o cafuné de mãe na hora de dormir, o abraço do amigo numa partida de futebol, ficar deitado no chão com a amiga rindo e olhando para o teto e as vezes não ter vontade de falar nada mais que apenas o olhar dizia tudo, até as briguinhas de irmãos, você não veio até aqui por um caso do destino, pare, pense veja a sua vida... o que você tem feito para melhora-la? Com essa pergunta na cabeça fui ate o lugar tão tão distante.. e perguntei pra uma velha sábia o que havia acontecido de errado.. ela me disse que a formúla estava certa era eu que não estava sabendo usar, ai parei pensei... ela me disse que dentro da formúla estava generosas gotas de amor. E tinha que ser distribuido aos poucos a todos que estão em sua volta que alguns não te entenderiam, mais você teria que ter paciência, fé e coragem. Talvez ainda não tenho conseguido terminar a lição q ela me passou mais estou no caminho.. e vc já foi ate a velhinha pegar a formúla?