Se houver retidão no coração, haverá beleza no caráter.
Se houver beleza no caráter, haverá harmonia no lar.
Se houver harmonia no lar, haverá ordem na nação.
Se houver ordem na nação, haverá paz no mundo.
Confúcio
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
O grande ensinamento
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
o "eu"..
venho me perguntando a séculos quem sou eu?
apenas mais um rapaz rodeados de amigos com muitas responsabilidades e deveres
mais será q é so isso... ?
os caminhos que escolhemos na vida
cada dia que se vai não é apenas mais um dia...
sempre fica aquela frase...
o que fiz de bom hoje? o que eu fiz que posso melhorar?
cada escolha um caminho diferente..
cada tropeço um recomeço
a necessidade de reforma interior constante..
cada um sabe o que e melhor para si e busca intensamente a perfeição.
penso que a família é a base de tudo o alicerce.
penso que os amigos são os tijolos são eles que te influenciam para ser a pessoa que você é hoje
e vejo q na maturidade que e no trabalho que voce constroe o topo
nessa casa chamada vida... passam por uma serie de etapas..
nenhuma menos importante que a outra..
o tempo passa rápido.. não perca mais tempo..
tente ser diferente.. melhore a si mesmo
ajude alguem...
ame mais...
acredite na força de um abraço..
e trabalhe intensamente em busca do bom e do belo..
e quando tiver duvidas.. respire e olhe a criação..
e nela você conseguira forças para seguir..
nada é por acaso...
quem sou eu??
ainda não sei...
não sou o mesmo que era ontem...
acredito ainda naquela metamorfose ambulante...
Johnny...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Ego
"Você está querendo ser banido,
apagado, cancelado,
ser reduzido a nada?
Você quer ser reduzido a nada?
mergulhar no esquecimento?
Se não quer, você nunca vai conseguir mudar realmente."
D. H. Lawrence
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Vida "morrida"
Imagine acordar pós uma longa noite de sono e perceber que não consegue mexer nada além da própria cabeça! Pois bem, isso aconteceu comigo.
Já devia ser mais de meio dia, pois, o sol já repousava em minha cama como de costume sempre naquele mesmo horário. Abri os olhos, olhei todo o recinto como se aquele fosse o primeiro dia da minha existência, meus livros todos enfileirados na prateleira, as roupas jogadas no chão, as portas do guarda-roupa abertas, minha televisão desligada, o cachorro dormindo na beira da cama. Tudo tão estático, quando percebi que eu também me encontrava na mesma situação, concentrei-me em cada músculo do meu corpo, mas era inútil, eu simplesmente não conseguia me movimentar. Uma angustia atemorizante começou a tomar conta do meu ser, assim como segundos antes os objetos do meu quarto eram alvo de minhas observações, agora meu corpo não escapava do crivo de análise.
Nada fugiu do estudo, eu tinha mãos mas não podia pegar, eu tinha braços mas nada podia abraçar, imediatamente percebi o meu short rosa pink e é claro minhas pernas. Short de cor tão viva em pernas tão mortas!
Pensar em não conseguir passear livremente pelas ruas, pela casa, pela faculdade trouxe um grande pavor, mas como o ser humano costuma achar que as coisas ruins só acontecem com o vizinho e diante de uma tragédia a primeira opção é a negação, resolvi acreditar que toda aquela tolice não passava de um pesadelo, me forcei a dormir novamente, para acordar e nada daquilo ser real.
Bem, todos sabemos que o ser humano tem necessidades biológicas sendo que uma das principais fontes de energia é a alimentação. Acordei com fome, mas a minha situação continuava a mesma, não conseguia me mexer e agora tinha descoberto mais uma coisa que havia escapado da minha analise anteriormente citada, além de não poder me mexer não podia sequer falar. Tentei gritar a minha mãe, tudo em vão, a voz que um dia era tão forte havia desaparecido como passe de mágica.
Mil coisas se passaram por minha cabeça: o que eu faria da minha vida sem me movimentar? Sem falar? Sem exprimir os meus sentimentos para o mundo?
Dormi e acordei um monte de vezes com a mesma inquietação e sensação. Até chegar a conclusão que uma vida sem movimento/ação não é plenamente vivida, trata-se de uma vida “morrida”
Por: Enquanto eu dormia
terça-feira, 24 de novembro de 2009
lista de presença
A faculdade tem me saturado por inteiro. Hoje ao entrar na sala percebi que só tinha em mãos a chave do carro, aí pensei, quer saber, vou ser uma boa ouvinte foda-se meus materiais que devem estar no carro. Sentei como de costume sempre no mesmo lugar e lá permaneci. Chegou uma hora que já não aguentava mais a professora falando na minha cabeça, então tive a audácia de interromper a aula dela e pedir por um intervalo. Ela concedeu 10 minutos, que pude utilizar para acertar umas pendências das minhas horas acadêmicas na coordenação do curso.
A mulher que trabalha lá, me perguntou se eu a conhecia pois nunca tinha me visto lá na faculdade, de fato, fujo de qualquer tipo de burocracia. Eu a conhecia, mas, nunca tinha parado para conversar com ela. Então ela me perguntou com o que eu trabalhava porque a minha cara estava exausta, eu simplesmente não consegui responder, porque eu não trabalho, e que direito quem não trabalha tem de ficar cansado? Mas eu pensei, eu vivo, e tem sido mais difícil que qualquer coisa... depois pensei, eu vivo mesmo? Resolvi finalizar meu monólogo de pensamentos por ali ao mesmo tempo que falei tchau e deixei o recinto.
De volta a aula tediante, como tem gente que gosta de falar, como fui parar na carreira de professor? Nem de falar eu gosto. Mas enfim, as horas não passavam, a cada cinco minutos eu perguntava a minha colega que horas eram, pensando que já se haviam passado no mínimo 30 minutos, tudo a espera da maldita lista de presença. A essa altura do campeonato ser reprovada nessa disciplina seria triste, ouvir o mesmo falatório um ano inteiro.
Aeeeeee a lista começou a correr, já vou tirando a chave do bolso, mas antes vou averiguar se estou estourada em faltas, que legal, faltei o ano inteiro, mas só tinha registradas umas 14, hipocrisia ou não até me esqueço da lista. Eis que ela surge na minha frente, eu não tinha levado material, e pronuncio apenas as seguintes palavras "me passem a lista quero assinar"
Uma colega já sai esbravejando, ah não não vou emprestar caneta nenhuma não! Minha única reação foi dizer: "SUA GROSSA, não pedi caneta nenhuma sua não, quem vai de carona comigo vai me emprestar"
Sei que ela tentou dissimular a grosseria mas já era tarde demais, eu ja tinha perdido toda a paciencia que eu podia ter em um dia que passou em função de uma simples lista de presença.
sábado, 26 de setembro de 2009
Conversa de amigo
Em algum momento da vida começamos a contra-balancear algumas coisas e encontramos um ponto firme onde possamos nos equilibrar em um dado relacionamento ou circunstancias da própria vida. .
Infelizmente ou felizmente, precisamos nos arriscar às vezes, e tentar melhorar algo em nossas vidas, a fim de construir algo de bom para nós. Nunca conseguiremos sair de um estado de comodismo ou de problemas, enquanto não aprendermos a ser capazes de fazer sacrifícios, talvez até maiores do que imaginamos que somos capazes. Tudo isso para termos um pouco de felicidade.
Acho que nunca me dei conta tão claramente, a vida de fugas que eu vivi nesses 23 anos de idade. Ao perceber isso, me envergonho. Vivi uma vida de fuga de amigos, fuga de relacionamentos, fuga de pessoas que queria o meu bem, fuga da felicidade.
Quando nos encontramos em um estado depressivo ou até mesmo de pânico é preciso reconhecer a necessidade de ajuda. Não é uma ajuda proveniente apenas do psiquiatra e sim ajuda de pessoas que estão dispostas a ajudar. Se elas estendem as mãos, não se pode ficar de braços cruzados, fechados a tudo à espera de um milagre.
O tempo não para, e a todo o momento temos que fazer valer esse tempo decorrido de vida. Por mais que às vezes seja triste, pesaroso ou até dolorido. De que adianta viver, se não consigo ser feliz?
Procurar uma fuga para os problemas, não os resolverá. É preciso resolvê-los. Os anos fechados em fuga, não são de todo desperdiçados, porque talvez passando por isso se possa aprender a querer coisas boas para si.
Ninguém resolverá nossos problemas por nós. Por que mais que tentem, se sacrifiquem para isso, se não der o primeiro passo, todo o esforço das pessoas que tentam ajudar será em vão.
Às vezes me sinto no meio de um pesadelo, acuada em um canto, de frente a uma parede, de olhos vendados e ouvidos tapados para não ver e nem ouvir absolutamente nada a minha volta. De fato, o mundo é uma madrasta muito má, mas não podemos deixar de lado a tentativa de sermos felizes.
A felicidade por completo não existe, pois, sempre existirá inúmeros percalços na vida. O importante é saber lidar com eles de forma que eles não o atrapalhem, e sim ajudem a superar os problemas. Que aprenda com os problemas e não os deixem simplesmente tomar conta de sua vida. Os problemas não podem em hipótese alguma comandar nossas vidas.
O que é a coragem? É ter iniciativa? É ser forte?
Forte todos somos. Será que nos conhecemos o suficiente para saber o quão forte somos por estarmos aqui hoje?
Não podemos nos proteger de coisas que não temos conhecimento e julgar se são certas ou não. A vida consiste em um desafio diário, temos que viver um dia de cada vez. Muitas vezes tenho “mania de mãe Diná”, aquela que tenta adivinhar tudo. Mas se tentarmos fazer algo já pensando que aquilo dará errado, aquilo dará errado.
A vida é tão curta, nem sei se estaremos vivos amanhã, para que desperdiçar forças tentando entender todo o universo e o porque das coisas darem errado para mim, quando posso tentar fazer algo dar certo, por menor que seja o gesto?
Sempre que eu sinto medo de algo e me sinto muito acuada eu simplesmente fujo.
Mas de que adianta preferir não agir, ficar sentado esperando? Quando se sabe que isso só traria mais sofrimentos ou arrependimento por não tentar ser feliz.
Mesmo quando tudo o que faz parece ter sido em vão, por um momento é possível visualizar esperança, e, isso é suficiente para arrumar força para tentar.
As pessoas têm um grande defeito, “pensar demais e sentir de menos”, a partir do momento que tenta sentir mais as coisas, você aprende mais e consegue ter uma convivência melhor com aqueles que estão a sua volta.
Somos seres racionais, mas acima de tudo, além da capacidade de pensar temos os sentimentos. Os sentimentos foram feitos para serem externados de alguma forma, e não escondidos. Os sentimentos não residem em nossa cabeça e sim em nossos corações. Se fossemos desprovidos de sentimentos, seriamos incapazes de conviver com os outros, seriamos frios e calculistas.
O problema é que todo mundo confunde o sentir com o raciocinar. Raciocinar é fácil, basta começar a querer controlar seus sentimentos. O medo é algo bom, ele nos traz para a realidade, mas nem por isso devemos nos render a ele, pois não existe apenas o medo de sentimento. Quando raciocinamos o medo ele parece ser bem maior, quando na verdade ele deveria ser força motivadora que anuncia que algo deve ser mudado.
Medo de errar? Medo de sofrer?
Inevitavelmente erraremos, sofrer é necessário para aprendermos e tirarmos forças para tentar entender e poder fazer melhor. Podemos cair num mesmo buraco inúmeras vezes, mas em algum momento identificamos aquele buraco, e nos familiarizamos com ele, e assim podemos sair dele com facilidade.
Não há como ter só coisas boas na vida, isso não existe, mas quando nos fechamos para as possíveis coisas boas, sofreremos o fardo de não ter pelo menos tentado. A necessidade de melhorarmos algo provém do aprendizado trago pelo sofrimento. As cicatrizes demoram a se curar e o tempo é o único que pode ajudar nisso.
De nada adianta esperarmos o tempo curar para tentarmos ser felizes, o processo de cura consiste em procurarmos a felicidade apesar de qualquer coisa que nos aconteça. É difícil dar o primeiro passo, mas não é algo que possamos esperar a vida toda acontecer, é algo a ser procurado.
Até que ponto estamos preparados para as mudanças? Somos seres capazes de adaptar a coisas que nem imaginamos. Aí está a força, mas para fazer com que essa força funciona a seu favor, é preciso buscar dentro do âmago do seu ser querer ser feliz e fazer por onde.
A felicidade aparece com gestos do dia a dia, quando você faz coisas boas para você mesma e também para os que você ama. A felicidade é algo delicado que pode ser tomada por uma tristeza profunda rapidamente caso não seja cuidada.
Até quando você esperará que a felicidade seja completa e você consiga viver bem? Se você não consegue entender que é a única que pode procurá-la e talvez encontrá-la, não só em você mas em outras pessoas também.
Como já dito sacrifícios as vezes são extremamente necessários, por maiores que sejam ou por mais que acredite não valer a pena. Se você pode ser sacrificar em nome da felicidade, por que não fazer? Por medo? Você não tem medo de ser infeliz? Tenha medo do que você não faz, tenha medo de se privar, medo das coisas boas que está deixando passar e não estão acontecendo para você!
Você já conhece muito bem um lado da historia que é a do sofrimento, da tristeza sem fim, da solidão por mais que esteja rodeada de pessoas. Agora o que te custa tentar conhecer o outro lado? Por mais que isso possa acarretar algum tipo de tristeza – inevitavelmente – o que vale de verdade é a sua tentativa de ser feliz de alguma forma.
O que mais importa, é que você erga a sua cabeça e saiba que PODE. Pode sim ter coisas boas na sua vida. A vida é feita de momentos e quanto mais momentos felizes pudermos colecionar mais presente eles serão.
Por que não tentar? Já não está dando tudo errado? Tentar não é sinônimo de aumentar as tristezas, pelo contrário, é uma tentativa de buscar coisas boas para você. Imagine que você está preso em uma caverna por muitos e muitos anos, muito tempo enxergar qualquer tipo de luz. Se você sair da caverna de uma vez você facilmente ficara cego e não saberá por onde caminhar. Mas se a luz for penetrando aos poucos na sua vida, seus olhos vão se acostumando, e aos poucos você vai conseguindo enxergar cores e definir nitidamente o que está a sua frente.
Seus olhos a principio irão doer, mas com o tempo irá se acostumar. Mas enquanto não conseguir aceitar que está no escuro, porque por muito tempo esteve presa em uma caverna sem a presença de luz, e que deve ter como meta sair de lá, você nunca enxergará o que está bem à sua frente. Superação é algo difícil, mas é necessária. Sem ela não conseguimos resolver os nossos problemas, e como já foi dito não adianta fugir deles, porque inevitavelmente os fantasmas de nosso passado irão bater a nossa porta para nos assombrar.
Escolhas temos que fazer o tempo todo em nossas vidas, sejam elas certas ou erradas.
Live to Win
Paul Stanley (KISS) - Viva pra vencer
Frustrado, humilhado, rebaixado antes de terminar.
Rejeição, depressão, não consegue o que você quer.
Você me pergunta como eu fiz meu caminho;
Você me pergunta todo lugar e por que;
Você agüenta cada palavra que eu falo;
Mas a verdade soa como uma mentira.
Viva pra vencer, até morrer, até as luzes apagarem dos seus olhos.
Viva pra vencer, pegue tudo, Apenas lute até cair.
Obsessivo, compulsivo, sufocando sua mente.
Confusão, desilusão, matam seus sonhos na hora.
Você pergunta como lidei com a dor;
Arrastando-me até subir do pior do pior;
Passo a passo, dia após dia;
Até restar um ultimo suspiro para seguir.
Viva pra vencer, até morrer, até as luzes apagarem dos seus olhos.
Viva pra vencer, pegue tudo, Apenas lute até cair.
Dia após dia, chutando tudo pela frente, eu não estou desmoronando.
Deixe outra rodada começar, vive para vencer!
Sim, viva, sim, vença.
Viva pra vencer, até morrer, até as luzes apagarem dos seus olhos.
Viva pra vencer, pegue tudo, Apenas lute até cair.
Dia após dia, chutando tudo pela frente, eu não estou desmoronando.
Deixe outra rodada começar, vive para vencer!
Viva pra vencer
Viva pra vencer
Sim, viva, sim, vença.
sábado, 12 de setembro de 2009
O monstro
mais quem é esse monstro? esse que com poucas palavras consegue destruir corações... e não aceita ajuda.. não enxerga os próprios erros...sim esse monstro está em nós e se chama egoísmo e orgulho. quando iremos sair dessa prisão? para encontramos a felicidade.. caridade (amor que anda) o amor está em tudo.. nas coisas mais bestas.. mais simplórias da vida...quando nós iremos olhar pra fora e ver que tem um mundo tão belo que espera por nós.. os humanos.. sempre estão em busca do amor.. mais nem percebe que ele está em sua volta... é so sentir..
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
O que mudou?
Não sei explicar ao certo... conquistei amigos fiquei mais esperto em algumas coisas nem tanto em outras.. não sei até que ponto uma pessoa pode mudar a vida da gente... confesso que ultimamente mudei muito.. assim como diz a música do titãs "não me lembro como era antes de vc..." o fato que me afetou de fato: minha personalidade talvez de não ter ainda a respostas certas para as perguntas.. mais sim ir conceituando-as com o tempo e experiência de vida... hoje já entendo muitas coisas que antes não entendia quando meu pai falava não... talvez seja apenas reflexo da idade. Feliz? ainda não descobri ao certo... ela sempre vai embora antes de me despedir, tantos amigos e ainda me sinto só talvez seja culpa minha de querer se sentir assim...mais nunca me senti tão livre acho que estou em uma fase boa... "mais sou apenas uma espécie de "gente" que sou semente do que ainda virá." eu "quero uma chance de tentar viver sem dor" pois "não vou apostar nessa vida de azar se ela pode ir mais além". mais "o que importa é o que te faz abrir os olhos amanhã" não é? =]
Retratos de uma manhã sem luz...
As manhãs já não são as mesmas...
O sol ja não é o mesmo ...
Com a vida que se inicia agora é fato
de que os tempos mudaram...
vida vai .. e vem..
Ate quando? ..
Ate quando teremos a ignorância de te ter tudu pra si
e continuar com a ideia ilusoria as vezes de um amor possessivo....?
deixamos sim o amor fluir dentro de cada um de nós..
porque esse é o amor verdadeiro.. aquele que constroe que agrega...
e é nele que você vai encontrar a felicidade...
Vamos sim amar todo mundo...
Todos somos iguais..
e cada um que passa deixa um pouquinho de si e leva um pouco de nós
“Amar o próximo como a si mesmo..”
sempre ouvimos essa frase.. já não é hora de coloca-la em prática?
O nosso tempo é tão curto...
Então estenda os braços pro mundo e faça algo de bom que mude ele...
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Preciso aprender a só ser
Sabe, gente
É tanta coisa pra gente saber
O que cantar, como andar, aonde ir
O que dizer, o que calar, a quem querer
Sabe, gente
É tanta coisa que eu fico sem jeito
Sou eu sozinha e esse nó no peito
Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder
Sabe, gente
Eu sei que no fundo o problema é só da gente
É só do coração dizer não quando a mente
Tenta nos levar pra casa do sofrer
E quando escutar um samba-canção
Assim como "Eu preciso aprender a ser só"
Reagir e ouvir o coração responder:
"Eu preciso aprender a só ser"
Gilberto Gil
domingo, 19 de julho de 2009
Saudades
Subia exatamente quatro degraus e me deparava com a varanda que já foi palco de tantas conversas no fim de tarde. Transitando pela casa passava pela sala, com sofás de madeira e almofadas de couro. Quantas vezes estas almofadas se transformaram em cavalos imaginários e dava asas à imaginação sedenta por aventuras própria da vida de uma criança.
A esquerda tinha o quarto do meu avô, era como se fosse um espaço proibido para crianças, “não mexa aí menina, pois, o seu avô vai brigar com você”, curiosamente era o lugar que eu mais tinha vontade de desvendar. Meu avô era como o professor Pardal. Não completou os estudos, mas era dotado de uma inteligência fora do comum.
O corredor levava a mais três quartos, dois deles destinados a receber visitas, quando estavam ocupados era uma festa, era sinal que os primos e tios haviam chegado, isso movimentava e dava muita alegria na casa. O outro quarto era o da minha avô, nele tinha um oratório imenso – hoje ele está no museu de Unaí, acho que de tanto ver a minha vó rezar, eu acabei aprendendo o mesmo, quando era pequena eu queria ser freira, eu não podia ver uma na rua que eu ficava admirada.
Todas as tardes ela estava no jardim, geralmente quando retornava da aula, quando a via lá molhando as plantas eu corria e pedia para ajudar cuidar, minha avó sempre foi uma mulher muito sábia, enquanto eu molhava as plantas ela pegava o livro sentava no alpendre, e vez ou outra me observava para ver se eu estava fazendo tudo certo, quando eu acabava ela me dava uma aula, dizendo sobre a importância das plantas, porquê devemos cuidar bem delas, que assim como nós, as plantas têm sede. Com isso minha ansiedade era grande e eu adorava brincar com água, queria molhar as plantas toda hora inclusive com o sol alto, mas minha avó me alertava, Janaína as plantas devem ser molhadas ao entardecer quando o sol já está se pondo. Eu procurava entender o porque mesmo sem entender, eu pensava, eu tenho mais sede quando estou torrando debaixo do sol, porque a plantinha não é do mesmo jeito? Mas ela sempre sabia o que dizia, um dia ela deixou eu molhar com o sol bem quente, e mandou que eu voltasse para ver depois de algum tempo, de fato as plantinhas estavam murchas, pareciam tristes.
Outra lembrança boa que tenho é das contações de história, ela sentava na cadeira de balanço, juntava aquele tanto de primos para ouvir as histórias. A mais marcante foi a do jacarezinho egoísta, ela contava de um jeito que minha mãe não sabia contar, que meu pai não sabia contar, nem meu irmão, era único, ela fazia vozes diferentes, e era possível penetrar nas histórias soltando a imaginação e aquilo me trazia uma alegria infinita.
Ela também me ensinou o dever de amar os animais e dizia enfática “Janaína, pessoas que não gostam dos bichos sejam eles quais forem, não são gente boa”, ela tinha conta no açougue para os cachorros, e era comum encontrar cachorros da vizinhança comendo em sua casa. E quando ela via um cavalo puxando uma charrete no sol quente? Era nítida a insatisfação dela “coitadinhos, devem estar com sede”.
Acho que era impossível existir uma criança que não adorava ela, não tinha uma que fosse em sua casa que não ganhasse uma bala, um bombom, ou um copo de refrigerante.
terça-feira, 28 de abril de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
Antes, agora e ...
Por: Janaína Valadares Torres e Rômulo Lacana
De quando em quando um quê do que não era ontem.
Vislumbres de estradas, edifícios, e uma pequena moradia mal cuidada
Ainda consigo gritar, gritos de silêncio amontoado de barulhos secretos
Me saúda o sol. Separo minhas cores e me apego às formas
Fogo que assa e aquece novos horizontes e ideais
Sustenta no corpo a esperança do novo ar e da nova luz
A fé supera todo o resto (que me recorde em que tinha fé)
Creio que posso voar? Creio que posso finalmente me libertar?
Prefiro acreditar, isso parece fazer sentido
Assim o corpo levita, posso sentir o sangue que um dia quase secara.
Sou um pendulo em processo de agitação, como saber quem eu sou?
Se eu sou um corpo em inércia e rebelião?
Sou rio vivo de águas claras, mas sou também um poço de indecisão
De muitas águas sou feita,
Posso beber essa água para me purificar, ou simplesmente jogá-la terra abaixo
Procuro não recuar, simplesmente fluo como um rio
e flutuo como um barco que me levará exatamente aonde devo chegar
Passei por muitos lugares, sem saber exatamente o porquê, ali quis permanecer.
Mas estagnar é proibido é preciso continuar.
O hoje é como o amanhã, um intervalo de reticências
Nas reticências da vida me encontro,
alí naquela moradia mal cuidada, cheia de silêncios e barulhos secretos
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Lispector
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais fortes, dos cafés mais amargos, dos pensamentos mais complexos e dos sentimentos mais intensos.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
E daí? Eu adoro voar...
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração.
Não me façam ser quem não sou.
Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente.
Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesmo, mas com certeza não serei a mesma para sempre...
(Clarice Lispector)
domingo, 1 de março de 2009
Certeza...

Pessoas se vão.. vem... mais sempre fica um pedacinho de cada um com gente, nessa "eterna" construção chamada vida guardamos..sempre as coisas boas que servem de lembrança pra vida toda... as coisas ruins também guardamos mais serve de lição para nós não cometermos o mesmo erro.. aprender a andar sozinho... para os que partem o que fica é a saudade e também a certeza de um dia reencontrar... ESPERANÇA palavra tão simples que consola corações de milhões.. a vida da gente e tão curta temos que aproveitar o máximo.. fazer com q cada dia vala a pena.. as vezes acontecem coisas que agente não entende sempre aquela frase "-por que isso acontece comigo?" Deus escreve certo por linhas tortas.... acredite tenha esperança... e a certeza que um dia encontrará a paz e amor que ainda se esconde em seu coração.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Quando a Felicidade bateu na minha porta
Finalmente a Felicidade bate na minha porta, olhei desconfiada pelo olho mágico, e vi que era ela mesmo. Por alguns minutos tive receio que não fosse ela de verdade. Há rumores que muitos se disfarçam de Dona Felicidade apenas para iludir as pessoas.
Pensei comigo mesma:
- Será que é ela mesmo? E se não for?
Após alguns minutos me convenci. Era a Felicidade. Abri a porta, olhei para ela extasiada, era a coisa mais linda que meus olhos já puderam enxergar. Faltava-me palavras, mas, timidamente eu a convidei para entrar, não sabia como tratar uma visita tão honrosa, pedi que se ajeitasse no sofá e ficasse a vontade, trouxe água e um pouco de comida. Então começamos a conversar, ela me contou sobre as suas viagens pelo mundo, sobre o poder que tinha de transformar a vida das pessoas, e como essas pessoas diziam que a vida era boa por serem felizes. Imediatamente me senti inundada por aquele sentimento de alegria, eu não conseguiria descrever por meio de palavras, foi possível me sentir como se estivesse em um paraíso, não existia mais nada no mundo além de mim e aquele sentimento maravilhoso de alegria.
A campainha tocou novamente, eu relutante fui atender. Não queria de forma alguma deixar a felicidade de lado. Dessa vez para agilizar nem olhei no olho mágico, abri rapidamente, era a Razão.
A Razão é uma pessoa gente boa e sensata na maioria das vezes, mas às vezes é muito neurótica, mas sempre confiei em seu discernimento. Quando viu a felicidade sentada no sofá, ela entrou e sentou-se conosco, e perguntou sobre o que falávamos. Inteiramos-na no assunto o que a deixou um pouco incomodada, então ela perguntou à Felicidade:
- Como você pode dizer tudo isso a ela? Não sabe que essa menina é um ser humano?
Ela está viva e assim como ela tudo o que é vivo está suscetível a findar em algum momento.
Subitamente o Medo invadiu a minha sala. Engraçado como ele sempre se intromete aonde não é chamado. Gritando desesperado, ele me perguntava e afirmava em tom de autoridade:
- Menina, você não percebe que esse sentimento não durará para sempre!? A Felicidade irá se levantar deste sofá e irá embora, quando menos esperar. Não se iluda! Ela não ficará para sempre em sua casa, além disso, pode ser que daqui uns dias ela nem se lembre de quem você é, ou aonde você mora. Dizem por aí que ela é muito passageira. Sou eu, a pessoa que sempre está contigo, te guiando por teus caminhos, aconselhando-te e fazendo companhia naqueles momentos que mais precisa. Agora de uma hora para outra decide acreditar em alguém que te visitou apenas uma vez em toda a sua existência, apenas pelo fato de acreditar nos rumores que ela é capaz de transformar a vida das pessoas?
Até então, não tinha percebido que o Medo trazia consigo uma amiga que assistia todo aquele apelo com atenção e balançava a cabeça afirmativamente a cada palavra proferida, concordando com tudo aquilo que o amigo falava. Seu nome era Tristeza, ela era muito calada, não manifestou uma palavra sequer, mas, a forma como me olhava me despertava um sentimento terrível de angústia que começou a tomar meu ser e percorrer todo o meu corpo. Entretanto, certo momento, percebi que a angústia resolveu se alojar no meu coração. Senti o coração apertar, como quando se aperta uma bucha de banho para retirar o excesso de água ou quando se torce uma roupa molhada para posteriormente estendê-la no varal.
O paraíso que eu tinha experimentado vivenciar alguns minutos atrás transformou-se em inferno. Faltou cores, tudo parecia nublado. Eu não queria de forma alguma que a Felicidade fosse embora, não queria me separar dela nunca mais. Ela foi a visita mais agradável que já tinha tido o prazer de receber em minha casa. Por outro lado, eu não queria expulsar os dois invasores da minha casa. Afinal de contas por muitos e muitos anos eles sempre foram muito bem vindos. De alguma forma eu acreditava que aqueles dois só estavam tentando me ajudar.
Então comecei a acreditar nas palavras do Medo, ele tinha conseguido me convencer com seu argumento. Apesar dele ser sempre intrometido, diariamente me fazia visitas, às vezes até mais de uma no mesmo dia, estava tão acostumada com sua presença e os seus palpites! Ele tinha a liberdade de entrar em minha casa a hora que quisesse. Ás vezes eu me incomodava com a folga daquele ser dentro de minha casa, querendo me controlar, dirigir a minha vida como se fosse o dono dela. Mas eu nunca falava para ele, pois, eu acreditava que ele era um amigo que queria apenas me proteger de qualquer mal.
Não posso negar que o Medo já me ajudou em muitas situações, se não fosse seu instinto de proteção e segurança eu não estaria viva para contar. Mas percebi que muitas vezes ele exagerava, começou se tornar alguém extremamente invasivo e controlador. Suas visitas já não eram tão agradáveis, como foram nas vezes que me salvou de algum perigo. Mas eu não conseguia expulsar ele da minha casa quando estava sendo muito chato.
Agora tinha conhecido a Felicidade, e em apenas alguns minutos ela conseguiu me fazer sentir como jamais o Medo tinha conseguido. No entanto, tudo que eu conseguia lembrar neste momento eram os alertas do meu amigo, ela iria embora a qualquer momento, e seria muito penoso perder algo tão bom na minha vida – perder algo já é ruim, perder algo tão bom é assustador. Já que ela era tão passageira eu não poderia me permitir me acostumar ou esperar suas visitas. Eu devia expulsá-la rapidamente da minha vida. Mas uma coisa eu tinha em mente, eu não queria esquecer nunca mais o que senti apenas com sua presença.
Enquanto eu me perdia na vastidão dos meus pensamentos, o Medo e a Felicidade começaram a discutir, se desentenderam, e pararam de se falar. O silencio se fez no recinto.
Quando a Razão percebeu aquele silêncio ensurdecedor ela tomou a palavra:
- Eu tenho a plena consciência que eu falei que tudo está suscetível a acabar um dia, que a Felicidade é passageira e que o Medo quer apenas lhe proteger de qualquer espécie de sofrimento. Mas você acha válido se contentar apenas com a opinião do Medo, e viver sempre se protegendo, expulsar a Felicidade da sua vida, perdendo assim a oportunidade de ter o prazer de suas visitas, mesmo que elas não sejam eternas?
E continuou:
- Você percebeu que a Tristeza já tomou conta da sua casa, está deitada na sua cama neste momento? Vou lhe dar um conselho, menina. Você quer mesmo que a Felicidade faça parte de sua vida, não quer?
Eu respondi rapidamente, sem proferir uma só palavra, apenas balançando a cabeça afirmativamente. Então a razão prosseguiu:
- Trata de expulsar completamente a Tristeza da sua casa imediatamente. Comece a ser sincera quando o Medo estiver invadindo demais o seu espaço e lhe impedindo de viver, saiba que ele vai sempre estar ao seu lado para lhe proteger e alertar sobre os perigos. Isso é ótimo! Mas não em todas as situações, às vezes ele se cobra tanto para não permitir que aconteça nada de ruim a você, que ele começa a colocar idéias na sua cabeça que não permite que aconteça nada de bom também.
O medo tentou se defender, mas a razão falou rapidamente:
- Espere aí medo, todos nós sabemos que você nem mesmo foi convidado a entrar nesta casa, você já falou demais hoje, deixe a Felicidade falar um pouco também.
A Felicidade tomou fôlego e falou mais alto do que qualquer pessoa tinha dito naquela sala:
- Menina, você sabe que a vida é feita de escolhas. Eu realmente não estarei para sempre na sua sala, mas sempre que me chamar e estiver bem distante do Medo já que estamos brigados, lhe farei visitas. Não poderei ficar para sempre, mas, enquanto se lembrar de como é bom ser feliz, com a liberdade que o Medo não consegue lhe proporcionar, você conseguirá sentir a minha presença mesmo que eu esteja bem distante. Não permita que o Medo lhe controle tanto, quando tememos algo deixamos de tentar, nunca se perde nem sofre nada com isso, mas também nada se ganha. E onde não se ganha eu não posso estar, pois eu gosto de estar onde as pessoas avançam sempre. Eu sou o oposto do medo, eu sou livre, eu sou corajosa e eu gosto de arriscar, não gosto de vê-la tão presa, tão protegida. Por uma questão de pura afinidade procuro visitar aquelas corajosas que têm coragem de se lançar na vida.
E finalizou com seriedade, mas não braveza, pois ela tinha um leve sorriso no rosto:
- A escolha é sua.
Naquele momento eu entendi o que estava em jogo. Percebi o quanto o Medo estava influenciando a presença da Felicidade em minha vida. Ele me protegia de tudo, mas ao mesmo tempo me fazia perder o pouco que eu tinha: a coragem de começar tudo do zero, de se levantar de cabeça erguida a cada queda. Ele sempre me dizia que era errado me arriscar, pois, não era nada seguro.
A Felicidade me ensinou uma lição maior, é preciso enfrentar as opiniões do Medo, e entender até que ponto ele está impedindo avançar. A razão me ajudaria nesta empreitada a entender realmente quando o medo pode me ajudar e quando ele pode atrapalhar, pois ela tem sabedoria e discernimento. Durante essa tumultuada e rápida visita pude aprender que quando pouco se tem não há nada a perder. Apenas o fato de tentar já é ganho pessoal. Quando se perde algo simultaneamente já ganha outra coisa – sabedoria, experiência, coragem...
Hoje em dia eu torço para que vidas não se percam ainda em vida. Que as portas estejam sempre abertas para a Felicidade e os olhos vigilantes para que o Medo não invada a casa das pessoas sem motivo lógico e justificado. A visita da Felicidade vale qualquer risco.
Janaína Valadares Torres 28/02/09
Riqueza de viver
Estive pensando cada pessoa é diferente da outra em suas vivências na forma que atribui significado às coisas. As pessoas se guiam de acordo com seus próprios interesses. Um interesse é capaz de criar uma cadeia que levará a vários outros interesses.
Quando assisto a um filme, ouço uma banda ou pratico qualquer outra ação estabeleço determinadas pontes que estão interligadas com o meu repertório de vida, isso será carregado de significados únicos para mim. Enquanto que outra pessoa poderá fazer exatamente as mesmas coisas e ter significados totalmente diferentes ou não ver sentido algum pelo fato de nada daquilo fazer parte de sua realidade.
Considero-me uma pessoa nostálgica, não que eu seja uma pessoa que viva apenas no passado, mas estou sempre voltando às minhas raízes, relembrando as pessoas que me influenciaram, os lugares que estive, as atitudes que tive em cada época, as músicas que me marcaram de alguma forma, os filmes que assisti, as brincadeiras que fiz, as noites de sono que perdi, as vezes que sorri e as que chorei, pois eu sou tudo o que vivi. Tudo o que eu vivi servirá de repertório prévio me que ajudará a descobrir novos sentidos, e é ele que me guiará na procura de novos interesses e conseqüentemente novas vivências.
Cada pessoa tem o seu próprio universo particular. A riqueza de viver consiste em ser exatamente quem é. Por mais que cada um seja diferente do outro são nas diferenças que nos construímos, aprendemos a compartilhar visões, mundos e vidas diferentes, e só assim nos transformamos.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Responsabilidade e autonomia
Muitas vezes já culpei pessoas que conviviam comigo pelo mal que circundava meus dias de vida. Na maioria das vezes eu não conseguia enxergar que a grande vilã da história era eu mesma. Mas a verdade é que é realmente muito mais fácil apontar o outro do que olhar para si mesmo.
Outro dia conversando com uns colegas, eles alegaram que quando algo os incomoda profundamente, a coisa mais difícil de se fazer é ficar sem fazer nada ou pensar na própria vida. É melhor esquecer do que tentar resolver, diz a maioria das pessoas. Então elas procuram abafar a voz que grita dentro si: procuram uma roupa bonita no guarda-roupa, liga para o primeiro que lembrar que pode fazê-la se sentir importante, coloca aquela maquiagem que esconde qualquer sinal de abatimento, arruma o cabelo, sai para alguma festa ou local público que tem muitas pessoas para notá-la, e torce para que receba um elogio de alguém.
Não sabemos nos ouvir. Sabemos ouvir ao outro. Quando o bebê nasce ele não consegue se enxergar, a primeira pessoa que ele visualiza é o outro. Mas o bebê reconhece a sua importância, e chora se esperneia para conseguir aquilo que precisa para sua sobrevivência sem medo algum que as pessoas a sua volta os odeie por aquele ato.
Criança ainda carrega um pouco disso de acreditar que é o centro do universo, pois é um ser extremamente egoísta, mas ela já consegue internalizar aquilo que as pessoas tentam passar. Se ela reivindica algo falam que é uma criança má. Se ela se comporta é uma criança boa. Em 23 anos de vida não foram poucas as vezes que escutei de pessoas que realmente me amam, “eu já passei por tudo o que você está passando”, “faça o que eu digo”, “você ainda é tão nova, me escute pois, um dia vai se arrepender”, “eu vivi mais eu sei o que é melhor para você.
Respeito extremamente os conselhos dos ditos mais vividos, mas existem certas coisas que eu não consigo digerir, pois, por mais que a pessoa tenha passado por situações semelhantes, nunca será exatamente igual, o contexto muda, as pessoas envolvidas mudam, e por ultimo e mais importante eu sou uma individualidade, eu me construí a partir de todas as situações que surgiram na minha vida, e ninguém sabe exatamente o que pode ser melhor para mim, ainda que tenham vivido coisas parecidas. Ainda há aqueles que mesmo sem ter vivido nada parecido se sentem no direito de aconselhar e acreditam que seus palpites ajudarão em algo, sem ter conhecimento do que representa cada pecinha da construção da vida alheia.
A verdade é que as pessoas nunca pararão de dar conselhos, julgar nossas condutas como certas ou erradas, nos elevar ou rebaixar e ainda assim existirá uma voz interior que falará por nós, ainda que não a escutemos, por uma questão cultural. Em meio a tanta dicotomia vamos nos construindo, infelizmente vamos deixando de lado aquilo que é essencial a nossa sobrevivência psíquica. Esquecemos de nos ouvir, nos respeitar e procurar dentro de nós mesmos aquilo que nos faz sentirmos bem, independente do que as outras pessoas acham. Ao abafar o som que grita dentro de nós viramos uma espécie de adultos com condutas infantis. É como se fossemos crianças que precisam ser guiadas pelos olhos dos outros, nossos olhos não nos servem para nada a não ser captar as impressões externas.
Para concluir recorro à velha sabedoria popular: “Não se pode agradar a todos”. E nem por isso devemos nos anular, tentar mudar, ou achar que tem algo errado conosco, porque algo não ocorre da maneira exata que queremos ou da maneira que querem. Somos quem podemos ser. E o primeiro passo para o amadurecimento é reconhecer de verdade “quem eu sou”, “porque eu sou”, para que não caiamos no erro de responsabilizar aos outros por mazelas que temos no nosso mundo interior. A partir daí podemos dirigir a vida com mais responsabilidade e autonomia.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Oração de Chico
Que eu exteriorize a vontade de amar, entendendo que amar não é sentimento de posse, é sentimento de doação; Que eu sustente a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo, escurecem meus olhos; Que eu retroalimente minha garra, mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes tão fortes quanto o sucesso e a alegria; Que eu atenda sempre mais à minha intuição, que sinaliza o que de mais autêntico possuo; Que eu pratique sempre mais o sentimento de justiça, mesmo em meio à turbulência dos interesses;
Que eu não perca o meu forte abraço, e o distribua sempre; Que eu perpetue a beleza e o brilho de ver, mesmo sabendo que as lágrimas também brotam dos meus olhos; Que eu manifeste o amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exige muito para manter sua harmonia; Que eu acalente a vontade de ser grande, mesmo sabendo que minha parcela de contribuição no mundo é pequena; E, acima de tudo... Que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte desta maravilhosa teia chamada vida, criada por alguém bem superior a todos nós! E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós!
Chico Xavier
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Esperança...

Sim devemos ter sim... acreditar que ainda podemos ser melhores.. perfeitos... ter confiança em si mesmo ajudar sempre o próximo... falar e fácil ...difícil é fazer... agente perde tanto tempo fazendo coisas futeis.. porque não aproveita o tempo para fazer o bem? deixar essa tristeza de lado que abala os corações... confiança fé em Deus.. bom .. o carnaval tá chegando pra muitos alegria... mais sera? festa.. curtiçao muitas garotas muitos garotos... sexo desregrado... alcool drogas... e isso e bom? o que agente ganha com isso? so ter um prazer físico não se importando com as responsabilidades... só por prazer... confesso por.. esperiência de vida que o amor é bem melhor... tenho esperança que daqui um tempo.. seremos melhores com certeza... "devemos viver no mundo sem ser do mundo"... blz.. gente juizo!!... não esqueça que tem alguem lá em cima que ora por ti..
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Tempo de crescer
Entrei no antro como de costume, passei pela roleta, pendurei a chave no porta-chaves, cumprimentei os donos e alguns conhecidos que estavam na recepção e lá fui eu. Suei, suei e por fim desisti. Pensei comigo mesma, abdominal pra que né? Já sou magrinha, está certo que estou criando uma barriguinha aqui, mas nada que um corte no consumo de refrigerantes e uma maneirada nas cervejas do fim de semana não resolvam. Melhor ir embora. Outro dia eu continuo.
Quando saí de lá eu simplesmente não sabia onde tinha estacionado o carro, devo ter dado umas 5 voltas pelo quarteirão, querendo acreditar que eu não tinha sido roubada. Eu não podia ter sido roubada. Até que cheguei a seguinte conclusão: FUI ROUBADA!
Não há sensação pior que ser roubada. Além do medo que percorre toda a espinha, invadem um espaço que era aparentemente seu, posse sua, e lhe retiram sem pedir permissão. O que sobra? o vazio, então é obrigado a voltar para casa de uma forma totalmente diferente da qual chegou.”.
Por: Enquanto eu dormia
Há dias em que acordamos com vontade de fazer algo diferente. Mas nada muito diferente, porque o diferente demais causa medo, desconforto e desencadeia um processo de ansiedade. Mas fazer algo que faça olhar para dentro de si e poder dizer com orgulho. “É acho que hoje eu fiz algo por mim”.
Mas essa coisa feita por mim e para mim não deve ser algo que fuja assustadoramente da minha rotina diária. Preciso fazer algo por mim, mas não quero sair da minha zona de conforto, aqui é tão seguro! Por que me arriscar?
A verdade é que nascemos, crescemos e SOMOS criados para sermos máquinas. Durante o nosso desenvolvimento infantil nossa educação é voltada para a obediência da autoridade maior: não sei se poderia ser diferente, a partir do momento que aceitamos viver em sociedade acatamos uma série de regras sociais, e justamente isso conduzirá o bom funcionamento do Estado. Portanto, NÃO OUSE QUEBRAR AS REGRAS.
Quando ingressamos na pré-escola e avançamos por todo o caminho de escolarização, aprendemos sobre a importância da rotina e das regras, os horários para comer, horários para brincar, horários para ficar calados, horários para fazer as tarefas, horários para ouvir os mestres, horários minúsculos para descanso.
Mas poucos são aqueles que nos ensinaram que existe o horário para se arriscar, a fazer diferente daquilo que mandam ou acreditam que seja melhor para nós. Poucos encorajam a descobrir o que realmente motiva aquele individuo e a acreditar na sua capacidade, ater ousadia e coragem para errar, cair e levantar. Mas tentar quantas vezes forem preciso até que se atinja algo com êxito.
Fui criada não apenas por pais super-protetores, mas a família inteira. Hoje quando vejo minhas primas cuidando de seus filhos, sem deixar brincar no chão, se esborrachar, explorar o ambiente perigoso da casa “sozinhos”, andar descalço mesmo com todos aqueles germes, pegar na terra, brincar com os animais. E os seus filhos nunca ouvirem um não quando realmente é preciso, pois, não pode-se ter tudo o que quer, consigo visualizar futuros adultos que sofrerão as conseqüências que eu adulta sofro hoje. A vida real fora do círculo familiar seguro não é fácil para quem não aprendeu desde cedo que você nunca vai ter o que quer exatamente na hora que quer como nossos pais fariam para nós.
1) Você vai viver situações que ninguém vai poder lhe proteger. Isso dá muito medo.
2) Você vai ter que ter coragem de explorar a vida se quiser sobreviver de maneira digna e útil. Será que seria capaz sem ajuda?
3) Vai se arrebentar todo. Vai chorar, vai sofrer, vai ouvir não de muitas pessoas, portas fecharão na sua cara. Nem tudo será exatamente como queremos.
Por fim, por não sabermos caminhar sozinhos, sem a aprovação daqueles que tanto nos protegeram, vamos desistindo, mas desistir é uma palavra que nem todos aceitam bem, então vamos adiando o que deve ser feito. Nós nos ROUBAMOS o direito de ter determinação para prosseguir mesmo com qualquer obstáculo que nos apareça no caminho. Nos ROUBAMOS o direito de confiar que podemos seguir em frente e atingir o “inatingível” mesmo que todos acreditem no contrário. Nos ROUBAMOS a coragem de tentar, mesmo que erremos milhões de vezes.
Por que somos mimados e fracos, não sabemos perder, e se não sabemos perder como podemos ter coragem de arriscar? Melhor mesmo é deixar para outro dia. Os dias vão passando e nossos sonhos deixados para trás enquanto que as rugas e os cabelos brancos começam a tomar posse de nossa jovialidade.
Assistimos a retirada de tudo que nos é mais precioso, mas podemos resgatar os atributos a qualquer momento, basta retomarmos nossa coragem em suportar tudo, saber arriscar quando houver boas oportunidades, estar pronto para derrotas e ter a certeza que sempre existirá inúmeros caminhos a serem trilhados nesta jornada chamada VIDA.

