Por: Janaína Valadares Torres e Rômulo Lacana
De quando em quando um quê do que não era ontem.
Vislumbres de estradas, edifícios, e uma pequena moradia mal cuidada
Ainda consigo gritar, gritos de silêncio amontoado de barulhos secretos
Me saúda o sol. Separo minhas cores e me apego às formas
Fogo que assa e aquece novos horizontes e ideais
Sustenta no corpo a esperança do novo ar e da nova luz
A fé supera todo o resto (que me recorde em que tinha fé)
Creio que posso voar? Creio que posso finalmente me libertar?
Prefiro acreditar, isso parece fazer sentido
Assim o corpo levita, posso sentir o sangue que um dia quase secara.
Sou um pendulo em processo de agitação, como saber quem eu sou?
Se eu sou um corpo em inércia e rebelião?
Sou rio vivo de águas claras, mas sou também um poço de indecisão
De muitas águas sou feita,
Posso beber essa água para me purificar, ou simplesmente jogá-la terra abaixo
Procuro não recuar, simplesmente fluo como um rio
e flutuo como um barco que me levará exatamente aonde devo chegar
Passei por muitos lugares, sem saber exatamente o porquê, ali quis permanecer.
Mas estagnar é proibido é preciso continuar.
O hoje é como o amanhã, um intervalo de reticências
Nas reticências da vida me encontro,
alí naquela moradia mal cuidada, cheia de silêncios e barulhos secretos
sábado, 25 de abril de 2009
Antes, agora e ...
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21:42 | by J.
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