Este blog tem como objetivo principal o respeito da diversidade e subjetividade de cada um. Livre pensamento, liberdade de expressão é o lema defendido por nós.
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sábado, 25 de abril de 2009

Antes, agora e ...

Por: Janaína Valadares Torres e Rômulo Lacana


De quando em quando um quê do que não era ontem.
Vislumbres de estradas, edifícios, e uma pequena moradia mal cuidada
Ainda consigo gritar, gritos de silêncio amontoado de barulhos secretos

Me saúda o sol. Separo minhas cores e me apego às formas
Fogo que assa e aquece novos horizontes e ideais
Sustenta no corpo a esperança do novo ar e da nova luz

A fé supera todo o resto (que me recorde em que tinha fé)
Creio que posso voar? Creio que posso finalmente me libertar?
Prefiro acreditar, isso parece fazer sentido

Assim o corpo levita, posso sentir o sangue que um dia quase secara.
Sou um pendulo em processo de agitação, como saber quem eu sou?
Se eu sou um corpo em inércia e rebelião?

Sou rio vivo de águas claras, mas sou também um poço de indecisão
De muitas águas sou feita,
Posso beber essa água para me purificar, ou simplesmente jogá-la terra abaixo

Procuro não recuar, simplesmente fluo como um rio
e flutuo como um barco que me levará exatamente aonde devo chegar
Passei por muitos lugares, sem saber exatamente o porquê, ali quis permanecer.
Mas estagnar é proibido é preciso continuar.

O hoje é como o amanhã, um intervalo de reticências
Nas reticências da vida me encontro,
alí naquela moradia mal cuidada, cheia de silêncios e barulhos secretos

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